17/06/2016

H1N1

A gripe causada pelo vírus Influenza A/H1N1 (inicialmente chamada de gripe suína) é uma doença transmitida de pessoa a pessoa através de secreções respiratórias, principalmente por meio da tosse ou espirro de pessoas infectadas. A transmissão pode ocorrer quando houver contato próximo (aproximadamente um metro), principalmente em locais fechados, com alguém que apresente sintomas de gripe (febre, tosse, coriza nasal, espirros, dores musculares). Caso ocorra transmissão os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias após o contato. Não há registro de transmissão da Influenza A/H1N1 para pessoas por meio da ingestão de carne de porco e produtos derivados.

O vírus H1N1 já matou 886 pessoas desde o início do ano até o dia 4 de junho, segundo novo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. Em uma semana, desde a divulgação do boletim anterior, foram registradas 122 novas mortes pelo vírus.


13/02/2015

ÚLCERAS POR PRESSÃO


O que são?
A úlcera de pressão pode ser definida como uma lesão de pele causada pela interrupção sangüínea em uma determinada área, que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado. Também é conhecida como úlcera de decúbito, escara ou escara de decúbito. 
Quais as causas e fatores de risco?
Imobilidade, pressões prolongadas, fricção, traumatismos, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, infecção, deficiência de vitamina, pressão arterial, umidade excessiva, edema.
Estágios da úlcera de pressão
As úlceras de pressão podem classificadas em: 

Estágio I
 quando a pele está intacta, mas se observa vermelhidão e um pouco de ulceração de pele.

Estágio II
quando a pele já está perdendo sua espessura, manifestando abrasão, bolha ou cratera superficial

Estágio III
quando se observa uma ferida de espessura completa, envolvendo a epiderme, a derme e o subcutâneo.

Estágio IV
quando se tem uma lesão significante, onde há a destruição ou necrose para os músculos, ossos e estruturas de suporte( tendões e cápsula articular).


 Prevenção:


  • Manter colchão piramidal (caixa de ovo) sobre o colchão da cama do paciente.

  • Mudar sempre o paciente acamado de posição.

  • Colocar travesseiros macios embaixo dos tornozelos para elevar os calcanhares.

  • Colocar o paciente sentado em poltrona macia, ou revestida com colchão piramidal, várias vezes ao dia.

  • Quando sentado mudar as pernas de posição, alternando as áreas de apoio.

  • Manter alimentação rica em vitaminas e proteína.

  • Manter hidratação.

  • Manter o paciente limpo e seco..

  • Hidratar a pele com óleos e/ou cremes a base de vegetais

  • Utilizar sabonetes com pH neutro para realizar a limpeza da região genital.

  • Estar atento para o aparecimento de candidíase e outras infecções por fungos. Nesses casos, procurar o médico.

  • Aplicação de filme transparente e/ou cremes ou loções a base de AGE nas áreas de risco aumentado para lesões

  • Realizar massagem suave na pele sadia, em áreas potenciais de pressão, com loção umectante e suave.

  • Manter a limpeza das roupas de cama, bem como mantê-las seca e bem esticadas.




12/09/2011

CONFUSÃO NA VOTAÇÃO DO COREN NA BAHIA

Os Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, que tentaram votar nas eleições para eleger os novos comandantes do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia enfrentaram uma via crucis para registrar seus votos, neste domingo.

Quase todos os 26 postos de votação em Salvador e os 16 do interior do estado apresentam enormes filas, confusão e informações desencontradas aos eleitores.

Muitos reclamavam do horário de início da votação. "Se o COREN sabe que os profissionais de enfermagem pegam e largam trabalho às 7 da manhã, porque colocar para as 8? Muitos de nós estamos estamos chegando ou saindo de plantão e temos que ficar aqui? Só vou conseguir chegar no meu trabalho pra tirar minha colega depois da 10 da manhã" - Protestava uma auxiliar de enfermagem no Hospital Ernesto Simões.

Reclamações também quanto a obrigatoriedade da votação.

Outra grande reclamação foi a distribuição dos locais de votação pelo bairro onde o associado ao COREN mora e o fato de não permitirem que os profissionais votassem em qualquer hospital onde tivessem as urnas. Um caso que exemplifica muito bem isso, foi o da Técnica em Enfermagem Rita Bastos. Moradora de Stella Maris, ela teria que pegar trabalho às 07 da manhã, mas como foi obrigada a votar no Hospital São Rafael e só saiu de lá às 09:30, chegou no seu local de trabalho no Hospital das Clínicas às 10:50. Sendo que neste hospital havia uma urna de votação.

Os profissionais reclamaram que o COREN não montou uma central de informação da Comissão Eleitoral e muitos deles estavam perdidos. Ou pegaram a informação no site do órgão e na hora de votar, seu nome estava em outro local.

A diretora do Sindisaúde, Inalda Fontenele, afirmou em entrevista ao site Bahia Notícias, que faltou organização ao grupo que organizou as eleições. “A chapa não estruturou bem a votação e agora está uma grande confusão aqui na emergência do Hospital Roberto Santos, com fila, gente debaixo do sol, querendo votar e sem conseguir”, afirmou a dirigente, que busca dar suporte para que a eleição vá adiante.

Segundo informações prestadas para o ENFERMAGEM AGORA, por diversos profissionais que votaram em vários locais da cidade, o que se viu foi muita bagunça, barulho e desorganização.

No Hospital do Subúrbio, sequer havia a informação de que haveria eleição naquele local e os porteiros não sabiam para onde mandar os eleitores. A votação atrasou e segundo informações não confirmadas, teria ocorrido empurra empurra.

No Hospital Roberto Santos a confusão foi ainda pior, pois, a votação marcada para iniciar às 08hs da manhã, só começou às 08:50. Os profissionais tiveram que ficar na fila, embaixo do sol quente, e esperaram até 3 horas para que eles conseguissem votar.

Enquanto isso, numa mostra de que os critérios de distribuição das urnas por parte do COREN foram equivocados, nos Hospitais das Clínicas e Santo Amaro, as sessões de votação estavam vazias.

Os profissionais que não votaram deverão justificar sua ausência junto ao COREN, sob pena de pagamento de multa equivalente ao valor de uma anuidade.

22/08/2011

ELEIÇÕES COREN- BAHIA

A eleição acontecerá no dia 11 de setembro de 2011, domingo, das 8 às 18 horas. Os locais ainda serão divulgados no site do COREN-Ba

NÃO ESQUEÇAM - o voto é obrigatório para todos os profissionais (enfermeiros, técnicos e auxiliares) com inscrição definitiva ou remida.
Para votar o profissional deverá apresentar o documento de identidade profissional ou civil (RG), com foto.

E quem não votar?
Existem duas situações: os que não votaram por motivo justificável e os que não votaram sem justa causa.
- Nos casos de motivo justificável, o profissional tem 120 dias de prazo para justificar sua abstenção.
- Nos casos sem justa causa, o profissional receberá uma multa no valor atualizado da anuidade de sua categoria.
A justificativa poderá ser feita por correio ou presencial, preenchendo requerimento na sede e/ou subseções. (Após eleição disponibilizaremos no site)

VOTE E EXERÇA SEU DIREITO DE CIDADÃO!


04/07/2011

HISTÓRIA DO SUS

As últimas décadas foram marcadas por intensas transformações no sistema de saúde brasileiro, intimamente relacionadas com as mudanças ocorridas no âmbito político-institucional. Simultaneamente ao processo de redemocratização iniciado nos anos 80, o país passou por grave crise na área econômico-financeira.

No início da década de 80, procurou-se consolidar o processo de expansão da cobertura assistencial iniciado na segunda metade dos anos 70, em atendimento às proposições formuladas pela OMS na Conferência de Alma-Ata (1978), que preconizava "Saúde para Todos no Ano 2000", principalmente por meio da Atenção Primária à Saúde.

Nessa mesma época, começa o Movimento da Reforma Sanitária Brasileira, constituído inicialmente por uma parcela da intelectualidade universitária e dos profissionais da área da saúde. Posteriormente, incorporaram-se ao movimento outros segmentos da sociedade, como centrais sindicais, movimentos populares de saúde e alguns parlamentares.

As proposições desse movimento, iniciado em pleno regime autoritário da ditadura militar, eram dirigidas basicamente à construção de uma nova política de saúde efetivamente democrática, considerando a descentralização, universalização e unificação como elementos essenciais para a reforma do setor.

Várias foram as propostas de implantação de uma rede de serviços voltada para a atenção primária à saúde, com hierarquização, descentralização e universalização, iniciando-se já a partir do Programa de Interiorização das Ações de Saúde e Saneamento (PIASS), em 1976. Em 1980, foi criado o Programa Nacional de Serviços Básicos de Saúde (PREV-SAÚDE) - que, na realidade, nunca saiu do papel -, logo seguido pelo plano do Conselho Nacional de Administração da Saúde Previdenciária (CONASP), em 1982, a partir do qual foi implementada a política de Ações Integradas de Saúde (AIS), em 1983. Estas constituíram uma estratégia de extrema importância para o processo de descentralização da saúde.

A 8ª Conferência Nacional da Saúde, realizada em março de 1986, considerada um marco histórico, consagra os princípios preconizados pelo Movimento da Reforma Sanitária. Em 1987 é implementado o Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde (SUDS), como uma consolidação das Ações Integradas de Saúde (AIS), que adota como diretrizes a universalização e a eqüidade no acesso aos serviços, a integralidade dos cuidados, a regionalização dos serviços de saúde e implementação de distritos sanitários, a descentralização das ações de saúde, o desenvolvimento de instituições colegiadas gestoras e o desenvolvimento de uma política de recursos humanos.

O capítulo dedicado à saúde na nova Constituição Federal, promulgada em outubro de 1988, retrata o resultado de todo o processo desenvolvido ao longo dessas duas décadas, criando o Sistema Único de Saúde (SUS) e determinando que "a saúde é direito de todos e dever do Estado" (art. 196).

Entre outros, a Constituição prevê o acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde, com regionalização e hierarquização, descentralização com direção única em cada esfera de governo, participação da comunidade e atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais. A Lei nº 8.080, promulgada em 1990, operacionaliza as disposições constitucionais. São atribuições do SUS em seus três níveis de governo, além de outras, "ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde" (CF, art. 200, inciso III)
Fonte: http://www.sespa.pa.gov.br/Sus/sus.htm

28/06/2011

AUMENTO DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES NO INVERNO

A queda da temperatura, ocasionada pela estação mais fria do ano, pode desencadear momentos em que há uma diminuição da circulação sanguínea ao músculo cardíaco, ocasionando angina cardíaca ou até mesmo um infarto agudo do miocárdio associado ou não à morte súbita.

O organismo internamente também se ressente do inverno e, com isso, os riscos de problemas cardíacos também aumentam nessa época. Segundo a American Heart Association (Associação Americana do Coração), o inverno aumenta de 20% a 25% a incidência de doenças cardiovasculares. Os riscos crescem em especial para pessoas que já apresentam alguma predisposição e para aquelas que sofrem de problemas do coração.

Isso ocorre porque as reações do organismo em baixas temperaturas (hipotermia) sobrecarregam o sistema cardiovascular, que precisa trabalhar mais no frio para manter o equilíbrio térmico. Essas reações incluem constrição dos vasos sanguíneos, respiração superficial pela boca e aumento da frequência cardíaca. Com o frio, ocorre alteração no calibre dos vasos, principalmente das artérias, fazendo o sangue circular menos até o coração. Isso pode causar desde isquemia no coração até angina.

Dica:
As pessoas devem cuidar dos hábitos alimentares no inverno, que se alteram nessa época, e devem praticar exercícios físicos mesmo com baixas temperaturas. Geralmente, as pessoas optam por alimentos mais pesados no inverno, ricos em gordura, e diminuem a frequência das atividades físicas. Essa combinação pode ocasionar descontrole dos fatores de risco para doenças cardíacas.

14/06/2011

TESTE DO PEZINHO

A triagem neonatal, mais conhecida como teste do pezinho, previne doenças congênitas ou infecciosas que não apresentam sintomas no período neonatal, mas podem ter consequências graves. A Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal (SBTN) esclarece que, com o exame, é possível fazer o diagnóstico de diversas doenças a tempo de se interferir em seu curso, permitindo a adoção de tratamento precoce específico e a diminuição ou eliminação das sequelas associadas a cada doença.

O momento para a coleta, preferencialmente, não deve ser inferior a 48 horas de alimentação protéica (amamentação) e nunca superior a 30 dias, sendo o ideal entre o 3º e o 7º dia de vida. As gestantes devem ser orientadas, ao final de sua gestação, sobre a importância do teste do pezinho e procurar um posto de coleta ou um laboratório indicado pelo pediatra dentro deste prazo.

O teste do pezinho prevê o diagnóstico de quatro doenças: Hipotireoidismo Congênito, Fenilcetonúria, Hemoglobinopatias e Fibrose Cística. Os exames realizados em cada Estado serão aqueles para os quais está habilitado a fazer, conforme as fases de implantação estabelecidas pelo Ministério da Saúde, a saber:
Fase I : Hipotireoidismo congênito e fenilcetonúria;
Fase II: Hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria e hemoglobinopatias;
Fase III: Hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hemoglobinopatias e fibrose cística.

Os laboratórios privados realizam testes para outras doenças, cabendo ao pediatra selecionar as que são de interesse.

Importante: o Teste do Pezinho é apenas um teste de triagem. Um resultado alterado não implica em diagnóstico definitivo de qualquer uma das doenças, necessitando, de exames confirmatórios.

PESQUISA AMERICANA APONTA O ENFERMEIRO COMO PROFISSIONAL MAIS ÉTICO E HONESTO

Os enfermeiros continuam sendo considerados em primeiro lugar na pesquisa anual feita pelo Gallup relativa à Ética e Honestidade nas profissões. Oitenta e um por cento (81%) dos americanos afirmam que os enfermeiros tem "muito alta" ou "alta" a honestidade e os padrões éticos, uma percentagem significativamente superior as profissões que tiveram os melhores resultados nessa pesquisa, que foram os policiais militares e farmacêuticos. Os vendedores de automóveis, lobistas e membros do Congresso obtiveram os mais baixos percentuais nessa avaliação, sendo que os dois últimos obtiveram a maioria dos “baixo” e “muito baixo” na relação dos pesquisados.

A Gallup faz essa pesquisa para os americanos avaliarem a honestidade e os padrões éticos das profissões, desde 1976, e anualmente desde 1991. A Gallup pesquisou junto aos americanos pela primeira sobre os profissionais enfermeiros em 1999 e a profissão tem permanecido no topo da lista, desde então, exceto em 2001. Os bombeiros foram adicionados à pesquisa em 2001 para testar a sua imagem após os relatos de seu heroísmo depois do ataque terrorista de 11 de setembro e eles ficaram em primeiro lugar, com 90%. Os enfermeiros ainda conseguiram um forte percentual (84%) nas respostas que avaliaram sua honestidade e ética e tem se mantido no topo da lista desde então. Antes de 1999, o clero e os farmacêuticos eram os melhores avaliados.

Informações retiradas do site do COFEN

08/06/2011

ONU QUER ACABAR COM A AIDS EM DEZ ANOS

O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, estabeleceu nesta quarta-feira (O8/06/10) um prazo de dez anos para acabar com a transmissão do vírus HIV no mundo.
Segundo dados da ONU, a epidemia de Aids tem se estabilizado na América Latina, "com poucas mudanças nos últimos anos" e uma leve queda no número de pessoas infectadas em 2009 (92 mil) em comparação com 2001 (99 mil).
De acordo com o informe global da ONU, um terço das pessoas contaminadas com a doença na América Latina se encontra no Brasil, onde "os permanentes esforços de prevenção e tratamento do HIV têm contido a epidemia".
Apesar dos progressos registrados nos países em geral, 7.000 pessoas ainda são infectadas pela doença por dia no mundo.

06/06/2011

ENGASGO? O QUE FAZER:

O QUE FAZER:
Enlaçar a vítima com os braços em volta do abdome. Uma das mãos permanece fechada sobre a chamada “boca do estômago” (região epigástrica). A outra, comprime a primeira, ao mesmo tempo em que empurra a 'boca do estômago" para dentro e para cima, como se quisesse levantar a vítima do chão.

- Em adultos: posicionar-se atrás da vítima, se ela ainda está consciente.
- Em crianças: posicionar-se atrás da vítima, de joelhos.

Efetuar movimentos de compressão para dentro e para cima, até a vítima eliminar o corpo estranho.
Essa é a Manobra de Heimlich, utilizada para desobstruir a passagem do ar pelas vias aéreas, em casos de engasgos ocasionados por corpos estranhos ingeridos pela vítima


Bebê consciente engasgado:
• Posicionar o bebê de bruços em seu braço e efetuar 5 compressões entre as escápulas.
• Virar o bebê de costas em seu braço e efetuar 5 compressões sobre o esterno (osso que divide o peito ao meio), na altura dos mamilos.
• Tentar visualizar o corpo estranho e retirá-lo delicadamente.
• Em caso negativo, repetir a manobra até a chegada no hospital



Bebê inconsciente engasgado :
• Verificar inconsciência.
• Se estiver inconsciente, deitar o bebê de costas em seu braço e liberar as vias aéreas (boca e nariz).
• Verificar se respira.
• Se não respira, efetuar 2 respirações boca-a-boca.
• Observar expansão torácica, se não visualizar movimentos, repetir a liberação das vias aéreas e as 2 respirações.

ATENÇÃO!!
Sempre que a vítima perder a consciência pedir ajuda ou ligar para o Serviço de Emergência (192 ).

QUEIMADURAS

São João chegando e este, sem dúvidas, é um tema relevante para todos os trabalhadores da saúde, fique atento!

As queimaduras estão entre os mais comuns acidentes domésticos. Caracterizam-se por lesões nos tecidos que envolvem as diversas camadas do corpo como a pele, cabelos, pêlos, o tecido celular subcutâneo, músculos, olhos etc . Geralmente são causadas através do contato direto com objetos quentes como brasa, fogo, chamas, vapores quentes, sólidos superaquecidos ou incandescentes. Podem também ser causadas por substâncias químicas como ácidos, soda cáustica e outros. Emanações radioativas como as radiações infravermelhas e ultravioletas, ou ainda a eletricidade, também são fatores desencadeantes das queimaduras. Assim, as queimaduras podem ter origem térmica, química, radioativa ou elétrica.

As queimaduras são classificadas de acordo com a extensão e profundidade da lesão. A gravidade depende mais da extensão do que da profundidade. Uma queimadura de primeiro ou segundo grau em todo o corpo é mais grave do que uma queimadura de terceiro grau de pequena extensão. Saber diferenciar a queimadura é muito importante para que os primeiros cuidados sejam efetuados corretamente.

Queimadura de 1º grau: são queimaduras leves onde ocorre um vermelhidão no local seguido de inchaço e dor variável, não se formam bolhas e a pele não se desprende. Na evolução não surgem cicatrizes mas podem deixar a pele um pouco escura no início, tendendo a se resolver por completo com o tempo.

Queimaduras de 2º grau: nessas queimaduras ocorre um destruição maior da epiderme e derme ,com dor mais intensa e normalmente aparecem bolhas no local ou desprendimento total ou parcial da pele afetada. A recuperação dos tecidos é mais lente e podem deixar cicatrizes e manchas claras ou escuras.

Queimaduras de 3º grau: Neste caso há uma destruição total de todas as camadas da pele ,podendo o local pode ficar esbranquiçado ou carbonizado(escuro). A dor é geralmente pequena pois a queimadura é tão profunda que chega a danificar as terminações nervosas da pele. Pode ser muito grave e até fatal dependendo da porcentagem de área corporal afetada. Na evolução, sempre deixam cicatrizes podendo necessitar de tratamento cirúrgico e fisioterápico posterior para retirada de lesões e aderências que afetem a movimentação. Tardiamente, algumas cicatrizes podem ser foco de carcinomas de pele e por isso o acompanhamento destas lesões é fundamental.

REGRA DOS NOVE: utilizada para mensurar a porcentagem do corpo afetada.


IMPORTANTE!!
Nunca aplique nenhum produto caseiro como: sal, açúcar, pó de café, pasta da dente, pomadas, ovo, manteiga, óleo de cozinha ou qualquer outro ingrediente, pois eles podem complicar a queimadura e dificultar um diagnóstico mais preciso.
• Não aplique gelo diretamente sobre o local pois isso pode piorar a queimadura.
• Evite também pomadas ou remédios naturais, assim como qualquer medicação que não for prescrita por médicos.
• Em caso de ingestão de produtos caústicos ou queimaduras em boca e olhos, lavar o local com bastante água corrente e procurar o pronto-socorro.
• Não toque a área afetada.
• Não tente retirar pedaços de roupa grudados na pele. Se necessário, recorte em volta da roupa que está aderida a pele queimada.
• Não cubra a queimadura com algodão.


*Informações retiradas do site da SBCD (Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica)


03/06/2011

ESCHERICHIA COLI

DESCRIÇÃO DA DOENÇA:

A Escherichia coli, tida como uma bactéria emergente, causa um quadro agudo de colite hemorrágica, através da produção de grande quantidade de toxina, provocando severo dano à mucosa intestinal. O quadro clínico é caracterizado por cólicas abdominais intensas e diarréia, inicialmente líquida, mas que se torna hemorrágica na maioria dos pacientes. Ocasionalmente ocorrem vômitos e a febre é baixa ou ausente. Alguns indivíduos apresentam somente diarréia líquida. A doença é auto-limitada, com duração de 5 a 10 dias. Aproximadamente 15% das infecções por E. coli, especialmente em crianças menores de 5 anos e idosos, podem apresentar uma complicação chamada Síndrome Hemolítica Urêmica (SHU) , caracterizada por destruição das células vermelhas do sangue e falência renal que pode ser acompanhada de deterioração neurológica e insuficiência renal crônica. Embora a SHU possa ser determinada por outros patógenos, nos Estados Unidos, a maioria dos casos se deve à infecção pela E. coli e ela é também a principal causa da falência renal aguda em crianças. Na Argentina a Síndrome Hemolítica Urêmica em crianças menores de 5 anos é endêmica, contudo não há estudos que estabeleçam ainda uma nítida relação entre a síndrome e a bactéria e os alimentos, neste país. No Brasil, não há dados sistemáticos que possam indicar a situação da síndrome entre nós.

A infecção por E. coli também pode desencadear um quadro de Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT), caracterizada por anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia, manifestações neurológicas, insuficiência renal e febre. Enquanto que na SHU a insuficiência renal é mais freqüente e severa, na PTT predominam as manifestações neurológicas, embora estes não sejam critérios de distinção entre estas síndromes.

SAE - SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM



A sistematização da assistência de enfermagem constitui um meio para o enfermeiro aplicar seus conhecimentos técnico-científicos, caracterizando sua prática profissional.

O que é?
É um método sistemático de prestação de cuidados humanizados, que enfoca a obtenção de resultados desejados.

Por que implantar?
A implantação da SAE constitui uma exigência para as instituições de saúde públicas e privadas de todo o Brasil, de acordo com a resolução COFEN 358/2009. É também uma orientação da Lei do Exercício Profissional da Enfermagem (Lei 7.498, de 25 de junho de 1986). Além disso, sua implantação se torna uma estratégia na organização da Assistência de Enfermagem nas instituições, atendendo assim, aos requisitos do Manual Brasileiro da Acreditação Hospitalar.

Quais os objetivos da SAE?

- Qualificar a Assistência de Enfermagem;

- Assegurar uma Assistência de Enfermagem mais humana e individualizada;

- Direcionar as ações de Enfermagem nas 24 horas, facilitando a supervisão da equipe na execução dos cuidados;

- Favorecer o reconhecimento do trabalho e dos registros de Enfermagem.

Como implantar?

- Elaboração de um projeto para implantação;

- Definição do referencial teórico;

- Criação de grupo de estudos em SAE;

- Criação de toda estrutura para operacionalização (instrumentos, instruções de preenchimento, divulgação, podendo ser implantada por etapas);

- Inserção da SAE na filosofia do serviço.

Quais as etapas da SAE?
O Processo de Enfermagem é constituído por 5 etapas:

1- Coleta de dados ou Histórico de Enfermagem;

2- Diagnóstico de Enfermagem;

3- Planejamento do cuidado de Enfermagem;

4- Implementação;

5- Avaliação do cuidado de Enfermagem.

Quem executa a SAE?
O Enfermeiro exerce todas as atividades de Enfermagem cabendo-lhe, privativamente, a consulta de enfermagem, o diagnóstico de enfermagem e o planejamento do cuidado de enfermagem/prescrição de enfermagem.

O Técnico de Enfermagem e o Auxiliar de Enfermagem participam da execução do processo de enfermagem naquilo que lhe couber, sob a supervisão e orientação do Enfermeiro.

Quando implantar?
A decisão do momento da implantação deve ser planejada de acordo com as condições da organização e após treinamento de toda a equipe operacional atendendo aos requisitos mínimos necessários para o desenvolvimento do processo da SAE .



Informações retiradas do site COREN-BA

VAGA PARA ENFERMEIRO FISCAL NO RIO GRANDE DO SUL

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren-RS) lançou edital de processo seletivo para o preenchimento de 40 vagas e formação de cadastro reserva.

As oportunidades oferecidas são para o cargo de enfermeiro fiscal, com salário de R$ 3.586,20. Os candidatos devem ter formação superior em enfermagem, inscrição no Coren-RS, carteira de habilitação na categoria "B" e experiência na área de no mínimo três anos.
O valor da taxa é de R$ 75,00. Mais informações e inscrições: http://www.fundacaolasalle.org.br/concursos/

31/05/2011

DIA MUNDIAL SEM TABACO

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o cigarro hoje é a causa de 30% a 40% das mortes por câncer no mundo e mata, por ano, quase 5 milhões de pessoas.No Brasil, estima-se que cerca de 200.000 mortes/ano são decorrentes do tabagismo (OPAS, 2002).

O Dia Mundial sem tabaco foi criado para alertar a população sobre os danos causados pelo cigarro. Além do câncer de pulmão, os efeitos do tabaco são devastadores e causam problemas em todo o corpo.

Principais doenças causadas pelo cigarro:
- Câncer de pulmão
- Câncer de boca
- Câncer de laringe
- Câncer de estômago
- Leucemia
- Infarto do miocárdio
- Enfisema nos pulmões
- Impotência sexual
- Bronquite
- Trombose vascular
- Redução da capacidade de aprendizado e memorização (principalmente em crianças e adolescentes)
- Catarata
- Aneurisma arterial
- Rinite Alérgica
- Úlcera do aparelho digestivo
- Infecções respiratórias
- Angina

Para as mulheres, o tabagismo tem consequências ainda piores e pode estar relacionado ao câncer de mama. Um estudo realizado recentemente pelo Departamento de Comportamento de Saúde do Roswell Park Cancer Institute, nos EUA, comprovou que mulheres que vivem ou trabalham em ambiente sem cigarro têm menor propensão ao desenvolvimento do câncer de mama. Além disso, os estados americanos com um número menor de mulheres fumantes apresentaram um índice significativamente menor de morte por câncer de mama.


Você quer parar de fumar? Leia a cartilha do INCA e passe a diante.

http://www.inca.gov.br/tabagismo/folder/index.html

30/05/2011

ESCALA DE APGAR, O QUE É?

Este índice foi criado por uma anestesista inglesa, Dra. Virgínia Apgar, na década de 50. É o método mais comumente empregado para avaliar o ajuste imediato do recém-nascido à vida extra-uterina, avaliando suas condições de vitalidade. Consiste na avaliação de 5 itens do exame físico do recém-nascido, com 1, 5 e 10 minutos de vida. Os aspectos avaliados são: freqüência cardíaca, esforço respiratório, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pele. Para cada um dos 5 itens é atribuída uma nota de 0 a 2. Somam-se as notas de cada item e temos o total, que pode dar uma nota mínima de 0 e máxima de 10.

Uma nota de 8 a 10, presente em cerca de 90% dos recém-nascidos significa que o bebê nasceu em ótimas condições. Uma nota 7 significa que o bebê teve uma dificuldade leve. De 4 a 6, traduz uma dificuldade de grau moderado, e de 0 a 3 uma dificuldade de ordem grave. Se estas dificuldades persistirem durante alguns minutos sem tratamento, pode levar a alterações metabólicas no organismo do bebê gerando uma situação potencialmente perigosa, a chamada anóxia.

27/05/2011

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO ADOLESCENTE

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VACINA HPV PARA HOMENS



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina contra o HPV para pessoas do sexo masculino com idade entre 9 e 26 anos. A decisão foi baseada em estudos apresentados pela empresa Merck Sharp&Dohme e publicados no New England Journal of Medicine, sendo formalizada no dia 5 de maio e publicada no Diário Oficial da União de 23 de maio deste ano.

A vacina quadrivalente, a mesma utilizada para mulheres, atua contra os tipos 6, 11, 16 e 18 da doença e terá efeito na prevenção de verrugas genitais externas. O estudo não demonstrou, porém, a eficácia da vacina para outros desfechos clínicos como a prevenção de lesões pré-cancerosas genitais, câncer peniano, perineal e perianal ou câncer anal.

23/05/2011

O DISCURSO DELA DIZ TUDO

HANSENÍASE - ASPECTOS GERAIS

Descrição
Doença crônica granulomatosa, proveniente de infecção causada pelo Mycobacterium leprae. Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos (alta infectividade), no entanto poucos adoecem (baixa patogenicidade); propriedades essas que não são em função apenas de suas características intrínsecas, mas que dependem, sobretudo, de sua relação com o hospedeiro e o grau de endemicidade do meio, entre outros aspectos. O alto potencial incapacitante da hanseníase está diretamente relacionado ao poder imunogênico do M. leprae. A hanseníase parece ser uma das mais antigas doenças que acomete o homem. As referências mais remotas datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, podem ser consideradas o berço da doença. A melhoria das condições de vida e o avanço do conhecimento científico modificaram significativamente o quadro da hanseníase, que atualmente tem tratamento e cura. No Brasil, cerca de 47.000 casos novos são detectados a cada ano, sendo 8% deles em menores de 15 anos.

Agente etiológico
O M. leprae é um bacilo álcool-ácido resistente, em forma de bastonete. É um parasita intracelular, sendo a única espécie de micobactéria que infecta nervos periféricos, especificamente células de Schwann. Esse bacilo não cresce em meios de cultura artificiais, ou seja, in vitro.

Reservatório
O ser humano é reconhecido como a única fonte de infecção, embora tenham sido identificados animais naturalmente infectados – o tatu, macaco mangabei e o chimpanzé. Os doentes com muitos bacilos (multibacilares-MB) sem tratamento – hanseníase virchowiana e hanseníase dimorfa – são capazes de eliminar grande quantidade de bacilos para o meio exterior (carga bacilar de cerca de 10 milhões de bacilos presentes na mucosa nasal).

Modo de transmissão
A principal via de eliminação dos bacilos dos pacientes multibacilares (virchowianos e dimorfos) é a aérea superior, sendo, também, o trato respiratório a mais provável via de entrada do M. leprae no corpo.

Período de incubação
A hanseníase apresenta longo período de incubação; em média, de 2 a 7 anos. Há referências a períodos mais curtos, de 7 meses, como também a mais longos, de 10 anos.

Período de transmissibilidade
Os doentes com poucos bacilos – paucibacilares (PB), indeterminados e tuberculóides – não são considerados importantes como fonte de transmissão da doença, devido à baixa carga bacilar. Os pacientes multibacilares, no entanto, constituem o grupo contagiante, assim se mantendo como fonte de infecção, enquanto o tratamento específico não for iniciado.

Suscetibilidade e imunidade
Como em outras doenças infecciosas, a conversão de infecção em doença depende de interações entre fatores individuais do hospedeiro, ambientais e do próprio M. leprae. Devido ao longo período de incubação, a hanseníase é menos frequente em menores de 15 anos, contudo, em áreas mais endêmicas, a exposição precoce, em focos domiciliares, aumenta a incidência de casos nessa faixa etária. Embora acometa ambos os sexos, observa-se predominância do sexo masculino.